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Água
fluorescente na costa da Somália intriga cientistas
A explicação provável para este enigma nas águas ao largo da costa africana poderá ser a existência de uma bactéria luminosa que vive associada às algas. Porém, não existe ainda consenso na comunidade científica. O enigma continua por desvendar. Apesar de ter sido captada em 1995, só agora a intrigante fotografia de uma mancha de água "fluorescente" foi publicada no jornal "Proceedings of the National Academy of Sciences". A imagem, tirada pelo satélite de Defesa e Investigação Metereológica dos Estados Unidos, mostra uma mancha de água azul ao largo da costa da Somália. Esta mancha luminosa, com 250 km de largura, foi observada em três noites consecutivas durante o mês de Janeiro, fenómeno que chamou a atenção da comunidade científica mundial. A ocorrência deste estranho facto já remonta ao século XIX, chegando a merecer as atenções de escritores como Júlio Verne, que no clássico "Vinte Mil Léguas Submarinas" caracterizou aquela água que «brilhava na escuridão» como um «mar de leite» . Após a publicação das imagens, o "mar fluorescente" ao largo da costa africana voltou a intrigar os cientistas quanto à explicação deste fenómeno. Porém, para Steve Miller, do Laboratório de Investigação Naval da Califórnia, existe uma explicação plausível. Aquele investigador atribuiu a causa deste mistério à existência um tipo de bactéria (nome científico, Vibrio harveyi) que vive associada às algas marinhas. Citado pelo "El Mundo", Miller confirmou que este peculiar brilho nas águas, visível a 800 Km de distância, pode ser explicado pela existência de «uma população extraordinariamente grande destas bactérias» , justificou. Ainda assim, a discussão em torno deste fenómeno da Natureza promete continuar. fonte: ciberia.aeiou.pt |